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Piercing pode ser seguro, mas exige muito cuidado

Os adereços perfurantes estão presentes nas tradições de muitas culturas, como dos indígenas kayapós, dos povos da Nova Guiné e esquimós do Alasca, aos punks de todas as partes do mundo. Os piercings, além de funcionarem como adorno, para enfeitar, seduzir e comunicar aquilo o que é impossível de ser dito em outras formas de linguagem, também adquiriram uma conotação de rebeldia e transgressão. Assim como uma tatuagem, o que o piercing representa depende de cada um.

No entanto, algumas recomendações são necessárias antes, durante e depois colocar um piercing para evitar queloides ou infecções. Recentemente, uma britânica de 34 anos morreu vítima de infecção generalizada dois dias depois de colocar um piercing na língua. Diante de uma notícia dessa gravidade quem usa o adereço ou pensa em fazer um pode ficar assustado a ponto de desistir do acessório. A seguir, saiba como prevenir complicações.

Quem não pode usar
Os menores de 18 anos só podem colocar um piercing se tiverem uma autorização dos pais ou responsáveis, conforme exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que deve ser exigida pelos body piercers, os profissionais especializados em aplicar o acessório. Os profissionais mais cuidadosos exigem até a presença dos pais dos menores de idade, como a body piercer e tatuadora Cristina Barreto: “ver a autorização somente pode não significar nada, pois o adolescente pode ter falsificado”, diz. Outra contraindicação é fazer o procedimento em pessoas que estejam fragilizadas por qualquer doença, principalmente doenças dermatológicas ou diabetes.

Como escolho um bom profissional?

Escolher um lugar que lhe ofereça segurança é fundamental. Os estúdios costumam receber visitas da Anvisa, que especifica várias normas técnicas obrigatórias e pune os estabelecimentos que não cumprem essas normas. No entanto, quem está decidindo o local deve observar alguns critérios de higiene. O local deve ter móveis limpos e bem-conservados. Os materiais não-descartáveis, como pinça e tesouras devem ter passado pela autoclave, o equipamento de esterilização. Para saber disso, Cristina dá a dica: veja se esses equipamentos foram retirados de um envelope, que é o que lhes embala quando vão na autoclave. Materiais como agulhas e luvas devem ser descartáveis. Observe se o profissional os joga no lixo depois da utilização).

Cristina também recomenda outro ponto, que poucos se recordam: “o profissional também deve saber conversar com a pessoa, saber exatamente o que ela quer e explicar o procedimento e as precauções depois de feito o piercing”.

Além disso, cada piercing tem o lugar correto para ser feito. Os da orelha não podem atingir vasinhos e no mamilo é mais indicado que o furo não penetre a auréola, apenas o bico. Ou seja, o profissional deve estar atento a todos esses pontos e vale questioná-lo sobre isso para perceber o quanto de conhecimento ele tem. Portanto, se o body piercer lhe parecer frio ou sem paciência, fuja!

Quais os locais do corpo que oferecem maior risco? Os riscos podem ser contornáveis se o piercing for feito com bastante segurança, e todos os cuidados sejam tomados. No entanto, existem locais cuja cicatrização é mais demorada e cuja limpeza costuma ser mais difícil.

Os piercings na boca, principalmente no freio (parte debaixo da língua) e na língua demandam atenção redobrada. “Não furo piercings na língua, pois poucas pessoas fazem a limpeza adequada, o que pode aumentar os riscos de infecção”, diz Cristina. E mesmo que seja feito em boas condições e limpo adequadamente (no mínimo, uma vez por dia fora da boca, com água e sabão, fora a escovação correta) o piercing na língua pode prejudicar seus dentes, sendo frequentes rachaduras e até quebras.

Os piercings íntimos, como os do mamilo e órgãos sexuais também exigem cuidados redobrados por ficarem a maior parte do tempo cobertos e em locais quentes, além de entrarem em contato com fluidos. “O piercing deve ser limpo diariamente e a pessoa deve ter o cuidado de não deixar sujeira ou passar pomadas anti-inflamatória em excesso no lugar do furo, o que vai abafá-lo, dificultando mais a cicatrização”, diz Cristina.

Como escolher a joia ideal?

O material do piercing que vai enfeitar seu furo não pode ser qualquer um. “Os materiais mais adequados são o aço cirúrgico, titânio e ouro branco, pois esses materiais oferecem menos chance de trazer infecções”, diz Cristina. Ou seja, não adianta comprar peças muito baratas, porque, em geral, são de aço comum, não tão seguras para estar em contato coma pele e mucosas. “Desconfie dos preços muito abaixo do mercado, tanto das joias, quanto do que o profissional cobra para fazê-la”, diz Cristina. Além disso, cada lugar a ser furado tem um tipo de joia correspondente, obedeça sempre as recomendações do profissional antes de escolher seu acessório.

Cristina ainda ressalta que as peças de aço revestido (em geral coloridas) podem até ser atrativas, mas trazem risco de descascar com o tempo e a tinta trazer irritações no local do furo, portanto, evite-as.
Que cuidados devo ter depois de colocar o piercing?

Depois de alguns dias, a dor, o sangramento e a secreção devem ter sumido. É recomendável que você volte depois de uma semana ao local que colocou, para que o profissional observe se há algo anormal.

Os primeiros sinais de infecção são: ardência, dor e calor no local, até mesmo mais de cinco dias depois da colocação, que pode evoluir para febre sem motivo aparente. Em caso de qualquer um desses sintomas, procure um médico.

Em relação aos cuidados, a alimentação também tem influência. Depois da perfuração, é bom evitar comer alimentos muito gordurosos, principalmente carne de porco e ovo, por um mês, pois podem dificultar a cicatrização. A limpeza da peça, com água e sabão é algo de que poucos se lembram de fazer. Além disso, deve-se lavar o local do furo com um sabonete antibacteriano na hora do banho.

Também usa-se o spray anti-séptico no local, mas a recomendação do número de vezes depende do local do piercing e do tipo do medicamento, por isso é importante a indicação de um dermatologista. Em geral, um mês depois da colocação a pessoa está livre dos cuidados mais específicos, mas a limpeza é necessária sempre.

Também evite atritos na região que foi furada. “A pessoa tem que tomar cuidado na hora do banho, do sexo, e até para dançar e fazer exercícios”, recomenda Cristina.

Quanto tempo demora para cicatrizar?

Se você quer “voltar à vida normal” e acha que o tempo de cicatrização dará conta disso, esqueça. Quem tem um piercing deverá ter cuidados permanentes, não só com a limpeza, mas também com acidentes envolvendo o lugar do furo.

O risco de queloides não é tão controlável, pois há pessoas com uma tendência maior a tê-los (vale observar isso em outros membros da família), mas a limpeza e a alimentação ajudam a cicatrizar, o que, por sua vez, diminui o risco de queloides. Se você observar um inchaço ou uma bolinha no local do furo, procure um médico. Além disso, quem quer trocar a peça, deve esperar o tempo de cicatrização específico de cada local:

Cartilagem da orelha: um ano

Língua: quatro a seis semanas

Lábio: duas a seis semanas

Sobrancelha: seis a oito meses

Nariz, umbigo e mamilo: seis meses

Clitóris: quatro a oito semanas

Períneo: dois a seis meses

Pênis: oito semanas

Créditos – Por Ana Maria Madeira – Publicado em 8/11/2010 – Revisado em 11/11/2010

Em: 17 de novembro de 2010 - 12:50
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